Giridhari Das

Muitos naturalmente se dizem preocupados com a degradação do meio-ambiente e as crescentes desigualdades sociais. Mas poucos compreendem que não existe um grande vilão nessa história. O vilão somos nós mesmos! Todo o poder nesse mundo terreno é movido a dinheiro e esse dinheiro vem de nosso bolso. Ou seja, a maneira que utilizamos nosso dinheiro é o que define os rumos do mundo. Não adianta achar que essa ou aquela grande multinacional é a culpada por poluir esse rio ou destruir aquele meio-ambiente, quando em nossas casas encontramos seus produtos. Nem adianta comprar de empresas que exploram sua mão de obra ou onde intermediários tiram grandes lucros e reclamar da crescente crise social. Isso se chama consumo consciente: usar seu poder de escolha - seu poder de compra - para direcionar nossa sociedade rumo a sustentabilidade, ao respeito pela natureza e a justiça social.

“O consumidor consciente leva em conta o impacto de suas ações sobre a economia, a sociedade e o meio ambiente toda vez que usa água ou energia elétrica, joga fora o lixo ou vai às compras... Mesmo na situação atual, em que metade da humanidade está abaixo da linha de pobreza, já se consome de 20% a 30% a mais do que a Terra consegue renovar.

Ser um consumidor consciente envolve ação cotidiana, pois mesmo o consumo de poucas pessoas, ao longo de suas vidas, faz diferença, tendo um impacto muito importante sobre a sociedade e o meio ambiente. Pegue-se o exemplo de uma família de quatro pessoas desperdiçando 100 gramas de alimentos a cada refeição. Imaginando que elas vivam até os 70 anos, somente essa família terá jogado fora 31 toneladas de comida durante esse tempo. Essa quantidade seria suficiente para alimentar 17 crianças por dez anos. 

Consumir com consciência é uma questão de cidadania, pois o consumo de um grande número de pessoas, mesmo por um período curto de tempo, igualmente faz enorme diferença. Digamos que um cidadão escove os dentes com a torneira aberta. Assim, em vez de gastar apenas 2 litros de água, vai usar 14 litros, enquanto 12 litros de água limpa e tratada entram literalmente pelo cano. Se 4 milhões de cidadãos que fazem a mesma coisa resolvessem escovar os dentes com a torneira fechada, a água economizada em um dia seria suficiente para abastecer, nesse dia, uma cidade como Goiânia, em Goiás, com 1 milhão de habitantes.

O consumidor consciente sabe que estamos todos no mesmo barco, e que seus atos cotidianos repercutem de alguma forma na sua cidade ou no seu país — uma questão de interdependência. Voltando ao exemplo da família em que cada pessoa joga fora 100 gramas de alimentos a cada refeição, se apenas vinte famílias tiverem o mesmo comportamento, serão desperdiçadas anualmente cerca de 9 toneladas de comida. É um número impressionante. Imaginemos, então, que todas as famílias de uma cidade como Rio de Janeiro ou São Paulo façam o mesmo. Com tanta comida indo para o lixo, seria preciso produzir mais alimentos para abastecer os mercados e feiras, provocando assim um aumento de preços que vai afetar a todos.” – Instituto Akatu.

Um bom lugar para começar é no uso dos produtos que mais usa: alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal.

A escolha dos alimentos que consumimos é da maior importância, sob todos os sentidos. O consumo de animais é um dos principais responsáveis pela vasta degradação ambiental dos dias de hoje (além, é claro, de fazer mal a saúde!). Existem muitas informações a esse respeito já disponíveis na Internet. Mesmo dentro da dieta vegetariana, devemos evitar os produtos industrializados e não naturais (veja nossa seção de educação nutricional). Devemos fugir dos agrotóxicos, que estão poluindo e destruindo as terras e águas, ao optar pelos produtos orgânicos, mesmo que isso implique em pagar um pouco mais ou ter um pouco mais de dificuldade de encontrar o que precisa. Nada melhor que comprar alimentos orgânicos direto do produtor.

Saiba que os produtos de limpeza que encontramos nas estantes dos supermercados são uma das maiores fontes de degradação ambiental, devido aos seus agentes químicos. Fazem mal a saúde e ao planeta. Existe já no mercado produtos de limpeza 100% naturais. E existem alternativas simples e econômicas como explicados no site da Greenpeace (http://www.greenpeace.org.br/greendicas/greendicas.php). O mesmo vale para produtos de higiene pessoal (veja algumas dicas no quadro ao lado).

A idéia é simples: você tem seu papel na sociedade. Não o menospreze. Não pense que você não poderá fazer uma diferença, por estar sozinho. Ao adotar as praticas do consumo consciente estará dando força a um movimento crescente que já está alterando o mundo. Estará fazendo parte de algo muito maior. E, o que é melhor, fazendo sua parte. De duas uma: ou participa da melhora do mundo ou estará participando da sua degradação! Parece dramático, mas essa é a realidade. Seja consciente!

• Links recomendados: 

Instituto Nina Rosa: www.institutoninarosa.org.br

Sociedade Vegetariana do Brasil: www.svb.org.br

Instituto Akatu: www.akatu.org.br

Consumo Consciente na Escolha de Produtos de Higiene Pessoal
Desodorante:
Aprenda a fazer seu próprio desodorante – é fácil e barato! E funciona tão bem ou melhor do que aquele que vai encontrar por aí. Anote aí a receita:
Para 150ml (compre uma garrafinha de desodorante daquelas de borrifar em farmácias de manipulação): Use duas colheres de chá de bicarbonato de sódio, adicione 75% restante do frasco com álcool (idealmente de grãos) e complete-o com água (mineral, não de bica). Para dar um cheirinho bom, adicione algumas gotas de uma essência de seu gosto (experimente sândalo!).

Hidratantes:
Use óleos puros para hidratar a pele e para pós-barba. Óleo de girassol é muito bom nesse sentido (evite óleo de soja). Muito mais barato e saudável do que cremes hidratantes cheios de produtos químicos.

Filtro solar:
Algumas empresas já oferecem filtros solares feitos de produtos naturais. Se não precisa de muita proteção, basta usar um óleo vegetal (como o de girassol) – protege a pele (aproximadamente FPS 4) e dá um bronzeado muito bonito.

Sabonetes e Shampoos:
Os produtos químicos contidos em sabonetes e shampoos comerciais, alguns derivados até de petróleo, são absorvidos pelo seu corpo através da pele e cabelos. O resto vai ralo abaixo e poluí o meio-ambiente. Já existe no mercado brasileiro opções quase 100% naturais.

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