Olavo Desimon

Dentre os assuntos enumerados abaixo, quais você acha que devam ser considerados como “grandes crimes contra a humanidade”?: usinas nucleares sem controle; indiscriminada caça às baleias; poluição do ar por contaminantes tóxicos; destruição da camada de ozônio por agentes químicos; agrotóxicos nas lavouras; castração dos povos mais pobres para controle de natalidade; desmatamento; uma provável guerra nuclear, etc.?

Com certeza, estes assuntos são de grande repercussão mundial. Eles enchem as telas de nossas televisões e as páginas de nossos jornais todos os dias. Por todo o lugar, abarrotam nossa mente com “slogans”, e, de fato, estes são grandes problemas que ameaçam a frágil humanidade. Por outro lado, sem qualquer divulgação, os maiores crimes contra a humanidade são aqueles que são praticados na clandestinidade do conhecimento de todos. Entre estes crimes destacamos: o processo de polimento do arroz e do trigo, a quimificação industrial do açúcar e a matança indiscriminada de animais para o consumo.

Para se ter uma idéia, para cada grama de arroz e de trigo que se “branqueia”, perde-se 1/3 de nutrientes, além do volume, que irá, de modo ridículo, servir de alimento para os animais que serão mortos para o consumo de alguns poucos. Praticamente todos os nutrientes do arroz são perdidos no processo de polimento. Vitaminas do complexo B, sais minerais e boa parte da gordura e das proteínas, são deixados de lado quando o grão branco do arroz sai do “moinho”. Na fina película que cobre o arroz, na sua forma natural, encontram-se grande parte dos nutrientes necessários para a manutenção de uma vida saudável, sem colesterol, e que mantém, de modo surpreendente, nossas veias e artérias, bem como o coração, em um estado de equilíbrio inigualável. Além do mais, por ser rico em fibras, o arroz integral mantém um bom funcionamento do aparelho digestivo, preservando a flora intestinal, e não permitindo a tão famosa e malquerida “prisão de ventre”.

Do grão de trigo, remove-se grande parte das vitaminas, também do complexo B, além da vitamina E e da niacina, sem falar em uma perda significativa de proteínas. O trigo, por ser um alimento que requer muito cuidado e grande consumo de insumos agrícolas, é um alimento de luxo para ser colocado no lixo ou simplesmente ir parar numa ração “balanceada” de animais. Cada grama de trigo que se poli, perde-se 1/3 de suas qualidades, além de quase 1/8 de seu volume. Imaginem, então, o resultado catastrófico para a população mundial.

Grande parte das pessoas no mundo sofrem por não ter o que comer. Se continuarmos a comer estes produtos refinados, destituídos dos seus reais nutrientes, além de estarmos a nos alimentar mal, colaboramos para a desnutrição do mundo. Uma vez que, proporcionalmente, para cada oito sacos de trigo, um é jogado fora, ou então, serve para alimentar um animal que irá ser comido por uma minoria que possa comprar sua carne em açougues. Isso se constitui num verdadeiro crime contra a humanidade.
O preço da carne é muito elevado. E na cadeia alimentar, sendo um alimento que ocupa seu topo, possui em si a maior parte dos agrotóxicos, hormônios e toda a espécie de “remédios”, como antibióticos, anabolizantes, etc., ali concentrados. Um saco industrial de arroz integral pode alimentar quase mil pessoas, no entanto, será apenas parte da refeição diária de uma vaca para ser abatida e que somente muito poucos poderão comê-la. De tal modo, consumir carne é um crime contra a humanidade, pois para cada cem gramas de bife, que for consumido por dia, com certeza, deixamos de alimentar aproximadamente 300 pessoas.

Com relação ao açúcar, o processo de branqueamento é uma verdadeira agressão contra a saúde. Com o uso de produtos químicos, e tendo passado por uma espécie de “fermentação pútrida”, por restos mortais de ossos de frango ou de gado, o resultado do dito branqueamento do açúcar é a perda inevitável do ferro, causador da anemia ferroprívica; além do detrimento do fósforo, potássio, e de toda uma gama de vitaminas do complexo B, da vitamina C, e de outros micronutrientes essenciais para a saúde humana. De modo semelhante, ao que falamos do trigo e do arroz, o consumo de açúcar branco também é um crime contra a humanidade, uma vez que despolia o direito de muitos outros de terem uma vida mais digna. É necessário o emprego de muitas pessoas para a produção da cana-de-açúcar. Além do mais, a monocultura obriga que o grande consumo oportunize, como resultante, de uma grande procura pelo uso de agrotóxicos, sendo os mais perigosos, os chamados organosclorados, usados indiscriminadamente, são cumulativos no organismo. Estes produtos são cumulativos, tanto na lavoura, como no ser humano; e, é claro, nos animais que são os consumidores terciários eles também ficam acumulados. Quanto mais na ponta da chamada pirâmide alimentar estiver um animal maior será a sua concentração de toxinas proveniente do uso de alimentos e produtos que, de alguma maneira, possuam estes ingredientes incorporados na sua constituição final.

É evidente, e disto nós não temos dúvida, que o consumo de um alimento pobre em proteínas, sais minerais e vitaminas, irá necessitar do emprego de “alimentos” e produtos suplementares. Nós não temos nenhuma dúvida que grande parte dos problemas de saúde do mundo são ocasionados por uma alimentação, e sua conseqüente “desnutrição”. Diariamente, é posto no lixo, por ignorância, grande parte do que necessitamos para nossa vida e saúde. O consumo de carnes é decorrido disto. A carne vermelha, principalmente aquela que é decorrente da matança clandestina, que na realidade é mais do que 80% no Brasil, tem deixado um lastro de misérias e destruição já incalculável. Além de ser um produto inadequado para o consumo humano, toda a carne é meio-contaminante, servindo de agressão inevitável às pessoas. Nossos intestinos, tampouco a dentição, não são próprios para o consumo de carnes deste tipo. Eventualmente, poderemos consumir peixes ou aves, quando, evidentemente, não há outra forma de alimento disponível, como frutas, legumes, verduras, grãos e cereais. Apesar disto, as carnes de peixes possuem centenas de milhares de agentes agressores ao sistema imunológico humano, independente da higiene empregada, uma vez que o problema está na constituição do animal. Pelo menos uma, das três toxinas enumeradas a seguir, fazem parte das chamadas intoxicações não bacterianas ocasionadas pelos peixes: 1) Intoxicação por “ciguatera”: ocorre após a ingestão de mais de 400 espécies de peixes, que se encontram nos recifes e na Plataforma Continental; onde o dinoflagelado que contamina estes peixes, produz uma toxina que se acumula na carne dos animais marinhos, sendo que, quanto maiores e mais velhos, mais tóxicos se tornam, porque a quantidade destes protozoários é maior. Por incrível que pareça, o sabor do peixe fica inalterado, sendo que não há nenhum processamento, químico ou físico, como o cozimento, por exemplo, que consegue ser eficiente para eliminar a toxina produzida por estes organismos. Alguns sintomas são notados meses depois da ingestão destes peixes, e incluem febre, vômito, diarréia e, infelizmente, perda neurológicas irreversíveis, causando parestesias (perda de sensações); cefaléia, mialgia, inversão das sensações de frio e calor e dor facial persistente; 2) Intoxicação por “tetrodontídeos”: estes peixes “inflam o corpo”, como o baiacu, por exemplo, causando sintomas semelhantes na pessoas, que acaba por falecer devido a paralisia respiratória; 3) Intoxicação por histamina: causada por “escombrídeos”, e os peixes que mais transmitem isto são a cavala, o atum, bonito ou albacora. Esta infecção é causada pela decomposição bacteriana após a captura do peixe, devido a que este tipo de infecção no peixe, causa elevado índice de histamina na sua carne. Isto pode provocar intoxicação sistêmica, sendo muito perigosa. As intoxicações desta natureza são mais graves se forem os peixes ingeridos crus, hábito que é muito freqüente entre os japoneses, por exemplo.

Outro meio contaminante, é a carne vermelha, de gado, porco ou carneiro (e seus subprodutos). A cisticercose, doença grave e incurável, tem afetado uma grande parte da população mundial. Proveniente do consumo de carnes contaminadas, a larva da tênia se instala nos músculos das pessoas, e, pasmem, no cérebro, promovendo distúrbios neurológicos graves. Não há como deter esta doença, uma vez instalada no corpo. A pessoa irá morrer, inevitavelmente, sofrendo deste mal. Contudo, isso não aparece nos jornais, raras vezes se comenta alguma coisa deste tipo na televisão, porque existem muitos meios interessados em manterem o lucro por sobre o sofrimento dos outros.

Além das infecções ocasionadas por elementos infectantes, existe sempre o perigo da contaminação irreversível por hormônios, antibióticos e vacinas que são cumulativas e tóxicas paras as pessoas. Os resultados são alarmantes, por exemplo, o desenvolvimento precoce de glândulas sexuais em crianças; menstruação a partir dos cinco anos de idade, e hirsutismo (crescimento de pelos no rosto) em meninas; crescimento peniano e clitoriano exagerado, com pêlos pubianos inclusive, em crianças com menos de dois anos de idade, flagrante indício de consumo de hormônios sexuais de crescimento, e que aqueles animais ingerem e passam par! a o consumidor.

Se não bastasse o grande mal que a carne provoca à saúde humana, seu consumo é um ato de violência contra a humanidade, pois, como já dissemos, para cada 100g de carne de gado que é consumida, outras trezentas (300) pessoas deixam de comer no mundo.
Nós perguntamos, para que continuar a matar os animais, só para o deleite da língua (aliás uma péssima escolha, a de comer cadáveres...), se o sofrimento será inevitável: colesterol, hipertensão arterial, atero e arteriosclerose, triglicerídios alterados, etc., doenças como derrame cerebral, enfarto do miocárdio, hemorróidas, poliartrite, etc., são provocadas pelo consumo de carnes. Alteração hormonal, desequilíbrio emocional, também são produtos do consumo de animais, que são criados a base de BHT e outros produtos altamente tóxicos para nós. O consumo de carne não passa de uma superstição, uma vez que estão repletas de toxinas mais deletérias do valor nutritivo que prometem e não cumprem.

Por exemplo, na curta vida de uma galinha de “laboratório-granja”, a ave chega a comer aproximadamente 1 Kg de antibióticos diversos, sendo, por isso, fonte acumulada de dessensibilização para o tratamento de futuras infecções, cujas as bactérias tornam-se resistentes no corpo humano. Isto tem levado o aumento, por exemplo, do grande número de mulheres infectadas com o fungo “cândida albicans”, conhecido popularmente como “flores brancas”, uma vez que os antibióticos destróem a flora e a fauna benéfica dos intestinos, oportunizando a instalações de doenças que antes eram consideradas benignas. Outra conseqüência é o ataque ao fígado, baço, e outras áreas nobres do corpo, pelo protozoário da ameba, e, por mais incrível que pareça, infecção pela “incheria colli”, uma bactéria saprófita (benéfica) que vive livremente no intestino humano, sendo uma das grandes responsáveis pela produção de vitamina K e de Ferro no corpo humano.

Pelo nosso entendimento, além das intoxicações ocasionadas pelas carnes, criar animais para a matança é um ato demoníaco. Quem possui um cão em sua casa, sabe muito bem que ele é muito, mais muito inteligente. Será que ele deve ser morto para ser consumido? Não haverá nenhuma conseqüência da natureza contra este crime, contra o equilíbrio natural?

Basta de matança, agora é a hora de pensar nos grandes crimes contra a humanidade. E você pode colaborar nesta campanha. Faça uma seleção de produtos mais naturais. Não consuma produtos quimificados, branqueados, polidos, e “manufaturados artificialmente”. Já pensaram no futuro? Já se deram conta que a vida é muito breve? Para que, então, gerar filhos para o sofrimento, para a doença e para a morte? Basta de violência contra a humanidade. Comece por você esta campanha contra os crimes que matam a humanidade a cada dia.

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